Cultura da convergência

Definição:

A cultura da convergência – utilizando da colisão de mídias, atuais e velhas, “profissionais e “amadoras” – faz parte do momento em que vivemos, onde surge a produção de conteúdo pela adaptação livre de obras, atribuindo outros sentidos por meio da reedição de conteúdo ou do aproveitamento da tecnologia já programada, para outros fins.

Utilizando de mídias pró consumo, o consumidor/produtor, oriundo de uma “mock culture” desvirtua esse conteúdo para fins aos quais eles não foram pensados.

De uma maneira quase imprevisível (exceto o fato de que alguns produtos já são feitos prevendo, esperando ou mais, desejando uma intervenção para a popularização) surgem apropriações de conteúdo que podem ser tanto uma promoção da obra, criando um novo caminho de interesse para o produto original ou que pode incomodar por criar um sentido que vai contra os princípios originais do produto. Por exemplo utilizar-se de um produto infantil com intuito sexual, o que criaria uma contra propaganda.

Exemplo 1:

Um exemplo, entre muitos, no caso da reedição de material – filmes no caso – são as edições que se fazem em cenas que alteram o que houve realmente no filme.

No já antigo, Saruman being a smart ass(2008) tem-se na cena em que saruman fecha as portas quando Gandalf tenta fugir, uma nova edição fazendo com que Saruman pareça estar trollando Gandalf.

Quem fez, demonstra um certo domínio e utiliza basicamente uma edição reapropriando a atuação dos atores, criando a partir do raccord de olhar novas intenções e efeitos de reverse e slow, produzindo uma cena engraçada a partir de outra, com valores dramáticos originalmente diferentes.

Outros:

Darth Vader being a smartass

Yoda being a Jerk

Morpheus being a jerk

Exemplo 2: Machinima

Há também o caso da utilização de jogos online e seus personagens, para a criação de narrativas totalmente novas, o Machinima. Mas no caso, ao invés de criarem toda a animação do filme, o que demoraria muito mais tempo, filmam as cenas dentro dos jogos, através de softwares específicos. Alguns usam também, combinações de software, adicionando elementos ao mundo dos jogos, que não estava presente originalmente. De onde surgem limitações, surgem também alternativas para as histórias, dependendo da engenharia do jogo.

Red x Blue

Em Red x Blue, um machinima criando a partir da Engine de Halo, as narrativas são sustentadas mais pelos diálogos. Narrativas divertidas em que se encontram várias referências como os filmes de Faroeste. Os episódios são basicamente plano e contraplano, com diálogos rápidos e um leve movimento dos personagens – que a todo momento empunham armas – para dar vida ao plano.

ONE – Battlefield 3 Machinima

Outro machima, esse criado a partir de Battlefield 3, já demonstra um estilo totalmente diferente. One não fica atrás de nenhuma das maiores produções de filmes de guerra e diferente de Red x Blue, não tem diálogos. Sua decupagem é incrível e os efeitos visuais que a combinação jogo e filme acompanhados de uma trilha nos geram, é espantosa.

– Rodrigo Madeira

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